Pilotos de avião com 379 pessoas que se chocou com outro no Japão não notaram incêndio, segundo investigações

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Cotia,02/03/2024

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Pilotos de avião com 379 pessoas que se chocou com outro no Japão não notaram incêndio, segundo investigações

g1.globo.com
Pilotos de avião com 379 pessoas que se chocou com outro no Japão não notaram incêndio, segundo investigações


Avião colidiu com uma aeronave da Guarda Costeira do Japão após pousar na noite de terça-feira (3) no aeroporto de Haneda, em Tóquio. Nesta quinta, investigações revelaram que semáforo de pista estava quebrado. Veja o momento em que avião colide em outra aeronave no aeroporto do Japão
Os pilotos do avião da companhia aérea Japan Airlines que pegou fogo ao colidir com uma aeronave da Guarda Costeira do Japão em um aeroporto de Tóquio não perceberam inicialmente o incêndio, segundo novos detalhes da investigação divulgados nesta quinta-feira (4).
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A colisão aconteceu na terça-feira (2) no aeroporto de Haneda, na capital japonesa, e provocou uma explosão instantânea em ambas as aeronaves e uma bola de fogo na pista onde houve o choque.
Cinco dos seis ocupantes da aeronave da Guarda Costeira morreram, mas todos os 379 ocupantes do voo da Japan Airlines sobreviveram.
No entanto, segundo a TV pública NHK, os pilotos da Japan Airlines não estavam cientes do incêndio antes de serem informados pela tripulação. O chefe dos comissários de bordo relatou o fogo à cabine de comando e pediu permissão para abrir as saídas de emergência, informou a emissora.
Semáforos quebrados
Também nesta quinta, as investigações apontaram um novo indício que pode ajudar a esclarecer por que houve a colisão.
Segundo um boletim de reguladores dos Estados Unidos sobre o aeroporto de Haneda feito antes da colisão de terça-feira, uma faixa inteira de semáforos da pista onde houve o choque estava fora de serviço, e havia um aviso aos pilotos sobre a falha.
Isso poderia explicar por que a aeronave da Guarda Costeira estava parada na pista mesmo antes de receber permissão para decolar. Segundo a Guarda Costeira, o piloto da aeronave - o único sobrevivente entre os seis tripulantes e internado em estado grave - relatou ter recebido permissão para taxiar na pista.
Na quarta-feira (3), o órgão que conduz as investigações confirmou, através da transcrição do diálogo com a torre de comando, que o avião da Japan Airlines recebeu autorização para pousar na mesma pista, como havia alega a companhia no dia da colisão.
O diálogo também sugere, segundo disseram os investigadores à imprensa, que o avião da Guarda Costeira foi instruído a ficar próximo à pista.
Saída de emergência
Avião da Japan Airlines pega fogo em aeroporto de Tóquio no dia 2 de janeiro de 2024
GloboNews/Reprodução
Logo após o pouso, a aeronave começou a se encher de fumaça, com bebês chorando e passageiros implorando para que abrissem as portas. A evacuação começou em dois tobogãs na frente da aeronave.
A JAL indicou que havia apenas uma saída adicional, na parte traseira esquerda, que estava a salvo do fogo, mas a comunicação interna não estava funcionando, então os pilotos não podiam autorizar seu uso.
Os comissários consideraram urgente desembarcar os passageiros pela porta traseira, então a abriram sem permissão, conforme treinados.
Demorou 18 minutos para que todos os passageiros deixassem a aeronave, sendo o piloto o último a sair.
Logo depois, o avião foi engolido pelo fogo, e dezenas de caminhões de bombeiros tentaram apagar as chamas, o que levou oito horas.
"Honestamente, pensei que não sobreviveria. Eu escrevi para minha família e amigos dizendo que meu avião estava em chamas", contou uma passageira à NHK.
"Os passageiros pareceram seguir as instruções ao pé da letra", comentou Terence Fan, um especialista na indústria aérea, à AFP.
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Investigação
Aeronave da Japan Airlines pega fogo em aeroporto de Tóquio no dia 2 de janeiro de 2024
Issei Kato/Kato
Investigadores do Japão, França, Reino Unido e Canadá analisavam nesta quinta-feira o acidente, com os destroços carbonizados de ambas as aeronaves em uma das pistas do Aeroporto de Haneda.
Transcrições das comunicações dos controladores de tráfego aéreo divulgadas pela imprensa revelaram que a torre de controle havia aprovado o pouso do voo da JAL.
No entanto, a aeronave da Guarda Costeira teria sido instruída a se dirigir a outra parte da pista, mas não o fez.
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